Porém, a 30 de setembro de 1938, chegou a notícia de que,
no dia anterior, Daladier, Chamberlain, Hitler e Mussolini se haviam reunido
em Munique e chegado a um acordo

Sessão de Lançamento

 

Florença, agosto de 1944

Explode a Ponte Rubaconte, depois a Santa Trinita, a alla Carraia, a alla Vittoria e a San Niccoló. Sob o arco central, agarrada ao seu pé, Francielle teme que, se o largar, a Ponte Vecchio sucumba também.

A norte da cidade, Vicenzo luta ao lado da Resistência. Ouvindo o caos que se estabelece no Arno, corre com a certeza de que a irmã lá está, descodificando, ao alcançar as margens do Rio, a sua figura, no meio do escuro da noite.

Depois, mais uma explosão. Ambos caem, de olhos fechados, ofuscados pelo pó que ocupa o ar – conseguirão eles levantar-se de novo?

Servindo-se de um dos momentos mais marcantes da época moderna como pano de fundo, Porque Nos Mantemos De Pé conta a história da família Lancelloti e da sua ligação à Ponte Vecchio, a ponte que, apesar dos bombardeamentos sobre Florença, se manteve curiosamente de pé.

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Ponte Vecchio

Resistenza

Pogrom

Fattoria

"Esperou até o seu relógio de pulso marcar dez minutos para as sete, momento em que os primeiros raios de sol daquela manhã vieram, furando os arcos da Velha Ponte, aquecê-la.

O denso azul da noite foi sendo progressivamente substituído pela luminária cor rosada que o sol largava sobre Florença, o reflexo da luz dos candeeiros desapareceu, engolido pelo esplendoroso céu, o silêncio foi quebrado por portadas a bater nas paredes das casas salientes que compunham a frente da Ponte, na iminência de cair de mergulho nas águas daquele flume."

"Levaram-no dali, pedindo silêncio, até uma casa desocupada, meio caída, onde Vicenzo encontrou, na cave, imensos jovens, homens e mulheres, conversando, bebendo, fumando, animados. Giovanni integrou-o na reunião, explicando-lhe quem eles eram e o seu propósito.

- Siamo la Resistenza italiana e combattiamo fascismo e nazismo!"

"Tinha sido uma Noite de Cristal- vidros espalhados pelas ruas que refletiam, mais do que o luar que caía sobre a capital austríaca, a tristeza, o pânico e o medo que esta carregava consigo."

"Perguntou-lhe, ainda, por que razão se mantinha ele na Fattoria, resposta que lhe foi concedida com base na ordem que a signora Lancelloti havia dado aos três empregados: Fiquem aqui e não deixem esta propriedade morrer. É a Quinta da Vida, não estaria certo que doutra maneira a encontre quem aqui viver depois de nós."

Inês Paixão

Inês Paixão, 16 anos, estudante de Línguas e Humanidades, recebeu no seu oitavo aniversário uma caixa cheia de livros de Sophia de Mello Breyner- os primeiros que devorou. A partir daí, o gosto pela leitura foi crescendo e também o ato de escrever foi ganhando um importante peso para si.

Entre artigos para a Gazeta do Colégio, composições académicas, projetos de escrita criativa e relatos de carácter pessoal, Inês viu o seu gosto por esta área a avolumar-se progressivamente. Mas queria algo mais desafiante, mais marcante- e desse mesmo propósito nasce a obra Porque Nos Mantemos de Pé.

Fortemente determinada (ou obstinada, como preferem os seus pais), Inês acredita que em tudo aquilo a que nos dedicamos deve transparecer parte da nossa identidade. Deste modo, o seu primeiro livro, fruto de noites de verão passadas ao computador nos seus 15 anos, reúne três grandes dimensões da sua vida: Escrita, História e Viagem- envolto nas suas palavras, o leitor acompanha diversos marcos históricos do século XX a partir da visão de personagens espalhadas por vários pontos da Europa.